seres diversos e suas peculiaridades

Somos seres diversos (é sempre bom lembrar disso!) e como tal temos nossas peculiaridades, que ao serem (re)conhecidas e respeitadas nos tornam pessoas mais autênticas e autônomas.

É muito importante que nossas crianças aprendam a respeito de si próprias desde cedo, descubram que são diferentes dos outros e que a diversidade, por mais que cause estranheza, é parte de nossas vidas e é sim possível aproveita-la.

Para falar sobre diversidade com crianças, podemos utilizar histórias (existem excelentes contos a respeito), criar belos exemplos, fazer analogias, mas o que efetivamente ensina sobre a diferença é vive-la e autentica-la.

Quando a menina apaixonada por princesas descobre que sua mãe não é uma delas, não gostaria de ser, e nem vestidos ela usa.

Quando o garoto percebe que os dinossauros que o encantam não provocam nenhuma emoção em seus primos.

Quando o menino introspectivo e calado descobre que a colega falante pode ser sua parceira de brincadeiras.

Quando a criança de cabelos lisos e loiros percebe que seu irmão tem cachinhos castanhos.

Quando a garota que gosta muito de frutas conhece outra que prefere legumes.

Situações cotidianas nos dão referência de que a diferença faz parte de nossas vidas desde sempre, por isso vale a pena aproveitar as experiência do dia a dia para sinalizar nossas peculiaridades.

Alguns afirmam ser cruel dizer para uma criança que ela realmente é diferente da maioria das pessoas, eu acredito que crueldade mesmo é tentar faze-la acreditar ser quem não é. 

mãe e… licença paternidade

Sempre que leio e/ou ouço notícias a respeito do aumento do tempo da licença paternidade me questiono se estamos preparados para isso. Penso em todas as dificuldades que vivemos no Brasil, nas diferenças sociais e culturais e nas influências que uma lei como esta pode ter na vida das pessoas comuns.

Eu tenho um companheiro super presente e não foi diferente no nascimento de nossas duas filhas. Como sabíamos que por direito seriam apenas 5 dias de licença, ele se organizou para estar de férias nas duas ocasiões.

Você pode dizer que tivemos sorte, que não é todo pai que trabalha em empresa correta que possibilita que agende férias para o período que deseja, que isso é uma exceção. Realmente não é todo pai que consegue se organizar para estar presente nos primeiros dias de vida de seu filho, mas conheço alguns que conseguiram e não são poucos.

Acredito que para muitas famílias a alteração da lei seria um benefício incalculável, que traria melhores condições de adaptação, que os bebês teriam mais atenção em seus primeiros dias, que as mães se sentiriam mais cuidadas, que os pais poderiam acolher seus filhos de forma integral e que existiriam diversas vantagens para as diferentes famílias.

Agora, te convido para considerarmos aquelas famílias em que o pai não tem interesse em se aproximar de seus filhos, em que os homens acreditam que os cuidados com o bebê são tarefa de mulher, assim como cozinhar, lavar, passar e arrumar a casa. Aquelas famílias que (infelizmente!) ainda são a maioria em nosso país, nas quais a mulher fica sobrecarregada cada vez que um filho nasce, afinal já tem outros tantos para cuidar e educar.

Eu conheço, e imagino que você também conheça, inúmeras famílias em que o homem (o macho!) quando está de folga do trabalho fica sentado assistindo televisão e esperando que a mulher o sirva, ou que nesses dias de descanso sai de casa logo cedo e só volta no fim do dia, muitas vezes embriagado, com cobranças e exigências, ou ainda aqueles que dormem e dizem que precisam descansar e que todos devem ficar em silêncio para não incomodar. Imagine como essa realidade ficaria ainda mais difícil caso esses homens tivessem licença paternidade de 30 dias ao nascimento de cada filho. 

Neste momento, você pode dizer que se mantivermos esse raciocínio nunca iremos melhorar as nossas condições de vida, não conseguiremos garantir nossos e novos direitos, nem possibilitaremos vidas mais dignas às pessoas e suas famílias. Mais uma vez, concordo que isso realmente aconteceria se nos limitássemos a acreditar que a lei deve ou não ser aprovada e cumprida, que a licença paternidade deve ou não ser ampliada, que esta lei, ou qualquer outra, resolverá isso ou aquilo, esquecendo de considerar que para cada novidade precisamos nos educar, aprender outros jeitos de estar nessas novas e desconhecidas situações, recontratar, deixarmos de ser como somos, nos reinventarmos, nos atualizarmos. 

 

pé de laranja não dá abacate

Tenho uma amiga que costuma dizer que “pé de laranja não dá abacate”, outros garantem que “filho de peixe, peixinho é”, existem os que profetizam que “quem sai aos seus não degenera”, os mais dramáticos preferem afirmar que “sangue não é água”, seja qual for o provérbio ou a forma de expressar o que vale é a expectativa de que sejamos parecidos com nossos pais e nossas famílias. 

É muito comum nos preocuparmos em saber, ver e decidir com quem cada bebê se parece assim que nasce. É um tal de “é a cara da mãe”, ou “os olhos são do pai e o nariz é do avô”, ou “essa é uma boa mistura dos pais” … isso quando não começamos a procurar fotos e vídeos que possam servir para comparação.

Quando a criança cresce e demonstra comportamentos, atitudes e jeitos que se assemelham a um e/ou a outro, mais uma vez começam as comparações… “parece a avó”, “nervosinha igual à tia”, “vixi! o pai também era assim”… e então histórias são (re)lembradas e aproveitadas para mostrar o quão parecida a criança é com alguém de sua família.

Muitas vezes ficamos tão encantados com as semelhanças que esquecemos que a  criança é um ser único, um indivíduo diferente de todos os outros. E que por mais que seja filha de seu pai e sua mãe a criança sempre será mais do que a simples soma dessas duas pessoas.

Cada um de nós é um ser único, que recebe como herança características, jeitos e crenças dos pais e famílias e também está o tempo todo sendo influenciado pelo meio em que vive, as pessoas com quem se relaciona e os afetos, cuidados e aprendizagem que recebe.

Acho muito importante lembrarmos disso para não perdermos de vista que somos sim muito parecidos e também muito diferentes, sempre! 

quando não é dia dos pais

O dia dos pais passou, a festa acabou e muitas de nós que nos dedicamos a esta data, presenteamos, agradecemos, homenageamos os pais de nossos filhos, nem nos demos conta de que um dia só é pouco.

Nesta data costumamos bem dizer as qualidades, exaltar as responsabilidades, agradecer a parceria e muitas vezes nem percebemos que em boa parte do tempo reclamamos, queixamos e exigimos que eles sejam mais presentes, que participem mais.

Penso em tantas mulheres queridas que, com a melhor das intenções, afastam o pai do filho, dificultam seus cuidados e simultaneamente cobram e culpam a falta de dedicação.

Infelizmente muitas de nós ainda acreditamos que homens são desajeitados e brutos e por isso não tem condições de cuidar de um filho e, baseadas nessa crença, dificultamos a aproximação e o aprendizado.

O pai terá mais chance de ser participante e atuante se aprender (assim como nós também aprendemos!), se for exposto às esquisitices dos primeiros dias, se tiver a oportunidade de acertar e errar no cotidiano de seu filho e se nós formos capazes de suportar seus erros, auxiliar nas dificuldades e reconhecer seus acertos.

Muitas vezes sentimos um “frio na barriga” ao vermos o pai cuidando de nosso filhote, ficamos lá fiscalizando suas ações, corrigindo seus modos e tentando garantir que saia tudo conforme gostaríamos. Nessas ocasiões é comum esquecermos que o pai está fazendo o seu melhor e que por mais que orientemos o “nosso jeito certo de fazer” ele só será capaz de fazer do seu modo, com a sua competência e que certamente será diferente da nossa, afinal somos seres diversos (lembra!?).

 

pra mim, amamentar não foi tão fácil assim!

No início de minha formação profissional, fiz estágio numa maternidade e uma das responsabilidades que o setor de psicologia tinha era o incentivo ao aleitamento materno. Durante aqueles anos aprendi muito sobre o tema, sua importância, algumas técnicas e cuidados que garantiam o sucesso da amamentação.

Com o conhecimento técnico e a habilidade adquiridos, antes de ser mãe e durante a gestação, eu acreditava que minha filha seria alimentada exclusivamente com leite materno até os 6 meses, e após esse período manteríamos o aleitamento por um longo tempo.

Minha primeira filha nasceu linda, fofa, super bem e claro que começou a ser amamentada por mim no mesmo dia, tudo como manda o figurino. Era muito tranquilo, ela mamava e dormia sossegadamente, dormia bastante e eu iniciante achava aquilo ótimo, cheguei até a pensar que tinham me enganado e que tudo era tão fácil. Até que uma noite, sua 7ª noite de vida, foi um terror… a criança só chorava e nada a acalmava a não ser mamar, eu a colocava no peito e ela mamava, mamava e dormia, passavam alguns minutos acordava aos berros e voltava a mamar… foi terrível!!!

Por sorte, no dia seguinte tínhamos a primeira consulta com a pediatra e foi aí que comecei a descobrir que não tinham me contado toda a verdade… minha pequena tinha emagrecido muito desde que nasceu e a tal mamoplastia redutora que eu havia feito anos antes (e que muitos me garantiam que não iria interferir) parecia ser a grande complicadora do processo. Depois de várias observações e possibilidades descobrimos que o ideal seria o aleitamento misto. Nossa sorte foi que escolhemos uma pediatra (fantástica!) que respeita genuinamente seus pacientes e pais e que nos acompanhou no processo que foi bastante complexo, porém possível.

A orientação foi que continuasse com a amamentação em intervalos regulares e ao final de cada uma delas oferecesse uma quantidade de fórmula láctea, assim caso a bebê ainda tivesse fome complementaria a mamada.

Nos primeiros dias me senti muito mal com aquela situação, era um combinado de frustração e tristeza por não ser capaz de alimentar minha filha exclusivamente com meu leite e receio de que ela “largasse o peito”.  Depois fui descobrindo que a pediatra tinha razão e que este processo estava fazendo bem pra bebê, pra mim e pra nossa relação.

Alguns diriam que não teria sido necessário oferecer a fórmula láctea, que deveríamos ter insistido em outras possibilidades e que a mamoplastia redutora não é empecilho para o aleitamento exclusivo, e essas pessoas podem até ter razão. Porém conosco foi assim, adotamos o aleitamento misto e o mantivemos por 7 meses e meio, foi nossa escolha e o melhor que poderíamos ter feito por nós naquele momento.

monstros caseiros

Dias atrás uma amiga querida recomendou um livro que, imediatamente, me encantou pelo nome “pequeno manual de monstros caseiros” (se você ainda não conhece, e tem crianças em sua vida, precisa conhecer!), fiquei curiosa, fui descobrir do que se tratava, o encantamento aumentou, encomendei, ele chegou, as menina e eu lemos e o encantamento virou paixão.

São dois livros simples, bonitos e cheios de emoções, que nos apresentam de forma divertidíssima os monstros que “costumam ser encontrados em todas as casas”.  O primeiro volume cataloga alguns monstros comuns e o segundo complementa a pesquisa.

Pode ser que você ainda não tenha entendido muito bem o motivo do meu entusiasmo, então pra facilitar nossa conversa seguem os nomes de alguns dos monstros apresentados:

Kerulógu – a monstra da impaciência

Nundou – o monstro da possessividade ou monstro do “não quero compartilhar”

Chuá – o monstro da derramação

Stupidus Impulsivus – o monstro da besteira e do temperamento irracional

Roupanik – o monstro da indecisão roupística ou monstro do “o que é que eu vou vestir?”

Aiki Soo Nu – o monstro do cansaço

De Du Dur – o monstro dedo-duro

As Irmãs Formiguim – as monstras das coisas doces

Chip Net – o monstro dos joguinhos eletrônicos

Olho-Gorda – a monstra da inveja

Prend Prend – o monstro dos dedos machucados

Os Gêmeos Criacaso – os monstros dos rolos e quebra-paus

Imagino que agora você já esteja conseguindo ligar o nome à pessoa, ou melhor, ao monstro e até tenha reconhecido um ou outro que, também, habitam sua casa.  

Aqui a descoberta foi tão produtiva que vira e mexe as meninas, principalmente a mais nova, voltam aos livros pra relembrarmos alguns dos nomes e suas características. Começamos, também, a brincadeira, que tem rendido muitas risadas, de identificar os responsáveis por alguns momentos de tensão e desgaste em nossos dias.

Tem sido um tal de “manda a Hister Ica embora!”…. rsrsrs… “olha o Giracuca e o Tagarelus tentando atrapalhar nosso sono”… rsrsrs… “vixi! a May Taka atacou novamente”… rsrsrs….

Os monstros tem proporcionado muitas risadas e isso nos ajuda a espanta-los, afinal são pouquíssimos os monstros, desgastes e tensões que resistem a um bom ataque de risos.

Além disso, ficou bem mais fácil reconhecer o que nos incomoda e dificulta nossas relações, afinal conseguimos nomear e sinalizar uns para os outros nossos comportamentos e atitudes que desagradam e juntos podemos encontrar o melhor antídoto para cada um dos monstros que nos atacam no dia a dia.

  

o início da vida escolar

Minhas filhas começaram a frequentar a escola bem novinhas. A mais velha ingressou no berçário com 14 meses e a caçula com 20 meses, elas eram bebês!

Até hoje, alguns me perguntam o motivo e eu poderia responder que foi porque trabalhava intensamente ou que não tinha outra opção, mas seria meia verdade. As duas foram para a escola cedo porque nós (o pai e eu) escolhemos que assim seria. 

Escolhemos oferecer a elas a oportunidade de conhecer o mundo a partir de suas vivências e de suas escolhas diárias e não apenas das experiências mediadas por nós. Tínhamos a preocupação de que criassem relações e vínculos por elas mesmas, além dos que passam por nós, por nossas avaliações e expectativas.

A mais velha iniciou sua vida escolar quando faltavam alguns meses pra caçula nascer, queríamos que ela tivesse em sua rotina um espaço só seu, um lugar em que não fosse a irmã mais velha, a primeira filha/neta, um ambiente em que ela fosse (re)conhecida por ser quem é.

Eu estava certa de nossa escolha e apesar disso chorei no primeiro dia que a deixei na escola, foi um choro meu (só meu!) no carro, sozinha, constatei que a partir daquele momento a minha pequena seria efetivamente parte do mundo. Pela primeira vez ela estaria sozinha em um ambiente que, em pouco tempo, se tornaria o seu lugar, o primeiro de seus espaços em que eu seria apenas visita.

 

os livros e a leitura

Livros fazem parte da vida da minha história desde sempre.

Lembro de vários que marcaram minha infância e adolescência com carinho especial. Na adultez, eles continuam fundamentais em meu cotidiano, alguns são companheiros de trabalho, outros momentos de lazer, alguns guias de consulta e outros nem me lembro de ter lido.

Gosto de livros de papel (podem me chamar de antiga, atrasada, …) daqueles que têm cheiro, peso e páginas para virar, rabiscar, marcar. Sim! Eu risco e rabisco meus livros, por isso, inclusive, dificilmente peço emprestado. Sei que para alguns é um crime riscar um livro, mas pra mim é uma necessidade, não sei ler sem fazer anotações e sinalizar trechos importantes.

Livros são tão importantes em meu mundo, minha vida, que minhas filhas os conhecem desde muito cedo, lembro delas ainda bem pequenas já manuseando meus livros de trabalho sem o menor pudor.

Em casa elas sempre tiveram acesso livre, assim como nas casas das avós. Tanto minha mãe quanto minha sogra tem pequenas bibliotecas de livros infantis, uma por gosto a outra por profissão, que estão completamente à disposição das netas. Nas três casas os livros ficam em estantes baixas que elas tem acesso e podem pegar e devolver quando querem. Alguns já são clássicos, lidos e relidos inúmeras vezes, outros ainda não foram descobertos.

Meu hábito de riscar e rabiscar os meus livros já gerou alguns probleminhas… as meninas quando eram menores faziam o mesmo, sem entender direito sua função, por simples imitação. Nos livros de casa isso nunca foi proibido, e confesso que até achava bonitinho elas me imitando… já as avós demoraram um pouco pra se acostumar com os rabiscos.

Apesar da presença cotidiana, aqui em casa não fazemos leitura antes de dormir. Acreditamos que livros e leitura merecem total atenção e por isso devem ser aproveitados quando estamos bem acordados e podemos acompanhar a história, os desenhos e complementos. Além disso, nossas leituras costumam provocar emoções, expectativas, curiosidades e outros sentimentos que me parecem incompatíveis com o momento de desligar os motores infantis e adormecer.

Atualmente muitos livros tem sido (re)descobertos e a relação das meninas com a escrita e a leitura está se transformando. A mais velha já quase alfabetizada e a mais nova começando a diferenciar as  letras, então alguns momentos mágicos acontecem em nossos dias.

Ainda existem tentativas de adivinhar as letras e palavras, situações de estranheza com o texto e até cansaço e desistência antes do fim da história, mas aí respiramos fundo, bebemos um gole d’água, às vezes, descansamos e recomeçamos a aventura da leitura. 

invista no seu melhor e liberte-se da culpa!

Não compartilho a ideia de que para ser uma boa mãe é necessário sentir culpa, e estar o tempo todo se cobrando, mesmo porque não tenho competência para isso e sou bem melhor em ter dúvidas do que culpas e cobranças.

Conheço mães que dizem sentir culpa por nunca terem feito um bolo para seus filhos e quando chegamos mais perto descobrimos que apesar de não cozinharem (porque não gostam, não sabem, não querem…) são ótimas parceiras de brincadeiras e peraltices. 

Outras dizem não saber costurar, nem pregar um botão, ou bordar e se culpam por isso quando vêem alguém que faz com maestria. Existem aquelas que não brincam, nem cozinham e muito menos costuram, em compensação contam histórias maravilhosas. 

Jogar videogame, pular corda, passear, cozinhar, andar de bicicleta, bordar, pintar, brincar de boneca e/ou de carrinho, ler, nadar, … tanto faz o que você prefira fazer com seus filhos, o importante é ter empenho, dedicação e diversão.

Descubra o que faz de melhor, o que é mais prazeroso para vocês e invista seu tempo, energia e maternidade nessas atividades.

mãe e… a escolha do nome

Dentre as tantas notícias do nascimento do filho de Kate Middleton e do Príncipe William, Duquesa e Duque de Cambridge, uma que pode chamar a atenção de muitos é o fato do bebê já ter mais de 24 horas de vida e ainda não ter um nome pra chamar de seu.

Atualmente os bebês tem recebido seus nomes cada vez mais cedo, muitos até antes de poderem ser vistos em qualquer exame de alta tecnologia. Não tenho certeza se isso é bom ou ruim, se facilita ou dificulta nossas vidas, o que sei é que tem sido assim.

Minhas duas filhas foram nomeadas durante a gestação, e devo confessar que até o nascimento havia (em mim!) a dúvida de se realmente seriam aqueles nomes que elas receberiam. Lembro, achando graça, que em muitos momentos imaginava que elas poderiam “não ter a cara” dos nomes definidos, que precisaríamos escolher outros após seus nascimentos e que a missão escolha do nome recomeçaria.

Não sei como foi com você, mas pra mim essa escolha foi uma das grandes dificuldades das duas gestações. Me angustiava saber que nós (o pai e eu) faríamos uma escolha tão importante por aquelas pessoas, que nós seríamos os responsáveis pela forma como elas se apresentariam oficialmente ao mundo.

Recordo, com carinho, da conversa com uma tia que me disse, na primeira gravidez, pra eu ouvir minha intuição e que através dela a bebê me informaria como gostaria de ser chamada. Sua fala e seu afeto foram tão importantes que até hoje não tenho certeza se foram elas que me informaram ou se fomos nós que escolhemos…