por que você não é igual a todo mundo?!?

Por que você não é igual a todo mundo?!?

Diversos pais e mães já perguntaram isso aos seus filhos e outros pensaram e não tiveram oportunidade, ou coragem, de verbalizar.

Essa é uma pergunta que nasce cheia de angústia, muitas vezes surge como desabafo outras como agressão e costuma vir em explosão, aquela da preocupação, da frustação, da expectativa de que o filho se enquadre nos padrões de desenvolvimento que estão por aí e foram estabelecidos considerando a média da população e ignorando a existência da diversidade.

Enquanto gestamos um filho, imaginamos como ele será, quais serão suas preferências, com quem vai se parecer, como será seu jeito, … sempre baseados em como gostaríamos que fosse, em nossos desejos.

Muitos pais enquanto esperam a chegada do filhote lêem, pesquisam, estudam sobre desenvolvimento infantil, conversam com todos os conhecidos e querem saber tudo… quando vai andar, falar, se vai dormir bem, se vai aprender a ler depressa, se… e depois que nasce, então… aí aumentam as dúvidas e começam as comparações, é um tal de “com o filho da Fulana foi bem diferente”, “a filha da Cicrana andou mais cedo que a minha”, “a neta da Maricota já sabe ler”… e as dúvidas e angústias surgem e se multiplicam.

De repente, aparece alguém e nos lembra que cada um é cada um, com seu jeito, seu tempo, suas atitudes, suas escolhas … e que com nosso filho não será diferente, ele terá que descobrir seu modo, encontrar seu caminho e suas preferências. E que, por mais que seja difícil e dolorido, seremos obrigados a aceitar que ele nunca será igual a todo mundo, afinal ele não é filho de todo mundo e sim o filho de cada um de nós. 

mãe e… licença paternidade

Sempre que leio e/ou ouço notícias a respeito do aumento do tempo da licença paternidade me questiono se estamos preparados para isso. Penso em todas as dificuldades que vivemos no Brasil, nas diferenças sociais e culturais e nas influências que uma lei como esta pode ter na vida das pessoas comuns.

Eu tenho um companheiro super presente e não foi diferente no nascimento de nossas duas filhas. Como sabíamos que por direito seriam apenas 5 dias de licença, ele se organizou para estar de férias nas duas ocasiões.

Você pode dizer que tivemos sorte, que não é todo pai que trabalha em empresa correta que possibilita que agende férias para o período que deseja, que isso é uma exceção. Realmente não é todo pai que consegue se organizar para estar presente nos primeiros dias de vida de seu filho, mas conheço alguns que conseguiram e não são poucos.

Acredito que para muitas famílias a alteração da lei seria um benefício incalculável, que traria melhores condições de adaptação, que os bebês teriam mais atenção em seus primeiros dias, que as mães se sentiriam mais cuidadas, que os pais poderiam acolher seus filhos de forma integral e que existiriam diversas vantagens para as diferentes famílias.

Agora, te convido para considerarmos aquelas famílias em que o pai não tem interesse em se aproximar de seus filhos, em que os homens acreditam que os cuidados com o bebê são tarefa de mulher, assim como cozinhar, lavar, passar e arrumar a casa. Aquelas famílias que (infelizmente!) ainda são a maioria em nosso país, nas quais a mulher fica sobrecarregada cada vez que um filho nasce, afinal já tem outros tantos para cuidar e educar.

Eu conheço, e imagino que você também conheça, inúmeras famílias em que o homem (o macho!) quando está de folga do trabalho fica sentado assistindo televisão e esperando que a mulher o sirva, ou que nesses dias de descanso sai de casa logo cedo e só volta no fim do dia, muitas vezes embriagado, com cobranças e exigências, ou ainda aqueles que dormem e dizem que precisam descansar e que todos devem ficar em silêncio para não incomodar. Imagine como essa realidade ficaria ainda mais difícil caso esses homens tivessem licença paternidade de 30 dias ao nascimento de cada filho. 

Neste momento, você pode dizer que se mantivermos esse raciocínio nunca iremos melhorar as nossas condições de vida, não conseguiremos garantir nossos e novos direitos, nem possibilitaremos vidas mais dignas às pessoas e suas famílias. Mais uma vez, concordo que isso realmente aconteceria se nos limitássemos a acreditar que a lei deve ou não ser aprovada e cumprida, que a licença paternidade deve ou não ser ampliada, que esta lei, ou qualquer outra, resolverá isso ou aquilo, esquecendo de considerar que para cada novidade precisamos nos educar, aprender outros jeitos de estar nessas novas e desconhecidas situações, recontratar, deixarmos de ser como somos, nos reinventarmos, nos atualizarmos. 

 

quando não é dia dos pais

O dia dos pais passou, a festa acabou e muitas de nós que nos dedicamos a esta data, presenteamos, agradecemos, homenageamos os pais de nossos filhos, nem nos demos conta de que um dia só é pouco.

Nesta data costumamos bem dizer as qualidades, exaltar as responsabilidades, agradecer a parceria e muitas vezes nem percebemos que em boa parte do tempo reclamamos, queixamos e exigimos que eles sejam mais presentes, que participem mais.

Penso em tantas mulheres queridas que, com a melhor das intenções, afastam o pai do filho, dificultam seus cuidados e simultaneamente cobram e culpam a falta de dedicação.

Infelizmente muitas de nós ainda acreditamos que homens são desajeitados e brutos e por isso não tem condições de cuidar de um filho e, baseadas nessa crença, dificultamos a aproximação e o aprendizado.

O pai terá mais chance de ser participante e atuante se aprender (assim como nós também aprendemos!), se for exposto às esquisitices dos primeiros dias, se tiver a oportunidade de acertar e errar no cotidiano de seu filho e se nós formos capazes de suportar seus erros, auxiliar nas dificuldades e reconhecer seus acertos.

Muitas vezes sentimos um “frio na barriga” ao vermos o pai cuidando de nosso filhote, ficamos lá fiscalizando suas ações, corrigindo seus modos e tentando garantir que saia tudo conforme gostaríamos. Nessas ocasiões é comum esquecermos que o pai está fazendo o seu melhor e que por mais que orientemos o “nosso jeito certo de fazer” ele só será capaz de fazer do seu modo, com a sua competência e que certamente será diferente da nossa, afinal somos seres diversos (lembra!?).

 

os livros e a leitura

Livros fazem parte da vida da minha história desde sempre.

Lembro de vários que marcaram minha infância e adolescência com carinho especial. Na adultez, eles continuam fundamentais em meu cotidiano, alguns são companheiros de trabalho, outros momentos de lazer, alguns guias de consulta e outros nem me lembro de ter lido.

Gosto de livros de papel (podem me chamar de antiga, atrasada, …) daqueles que têm cheiro, peso e páginas para virar, rabiscar, marcar. Sim! Eu risco e rabisco meus livros, por isso, inclusive, dificilmente peço emprestado. Sei que para alguns é um crime riscar um livro, mas pra mim é uma necessidade, não sei ler sem fazer anotações e sinalizar trechos importantes.

Livros são tão importantes em meu mundo, minha vida, que minhas filhas os conhecem desde muito cedo, lembro delas ainda bem pequenas já manuseando meus livros de trabalho sem o menor pudor.

Em casa elas sempre tiveram acesso livre, assim como nas casas das avós. Tanto minha mãe quanto minha sogra tem pequenas bibliotecas de livros infantis, uma por gosto a outra por profissão, que estão completamente à disposição das netas. Nas três casas os livros ficam em estantes baixas que elas tem acesso e podem pegar e devolver quando querem. Alguns já são clássicos, lidos e relidos inúmeras vezes, outros ainda não foram descobertos.

Meu hábito de riscar e rabiscar os meus livros já gerou alguns probleminhas… as meninas quando eram menores faziam o mesmo, sem entender direito sua função, por simples imitação. Nos livros de casa isso nunca foi proibido, e confesso que até achava bonitinho elas me imitando… já as avós demoraram um pouco pra se acostumar com os rabiscos.

Apesar da presença cotidiana, aqui em casa não fazemos leitura antes de dormir. Acreditamos que livros e leitura merecem total atenção e por isso devem ser aproveitados quando estamos bem acordados e podemos acompanhar a história, os desenhos e complementos. Além disso, nossas leituras costumam provocar emoções, expectativas, curiosidades e outros sentimentos que me parecem incompatíveis com o momento de desligar os motores infantis e adormecer.

Atualmente muitos livros tem sido (re)descobertos e a relação das meninas com a escrita e a leitura está se transformando. A mais velha já quase alfabetizada e a mais nova começando a diferenciar as  letras, então alguns momentos mágicos acontecem em nossos dias.

Ainda existem tentativas de adivinhar as letras e palavras, situações de estranheza com o texto e até cansaço e desistência antes do fim da história, mas aí respiramos fundo, bebemos um gole d’água, às vezes, descansamos e recomeçamos a aventura da leitura. 

mãe e… a escolha do nome

Dentre as tantas notícias do nascimento do filho de Kate Middleton e do Príncipe William, Duquesa e Duque de Cambridge, uma que pode chamar a atenção de muitos é o fato do bebê já ter mais de 24 horas de vida e ainda não ter um nome pra chamar de seu.

Atualmente os bebês tem recebido seus nomes cada vez mais cedo, muitos até antes de poderem ser vistos em qualquer exame de alta tecnologia. Não tenho certeza se isso é bom ou ruim, se facilita ou dificulta nossas vidas, o que sei é que tem sido assim.

Minhas duas filhas foram nomeadas durante a gestação, e devo confessar que até o nascimento havia (em mim!) a dúvida de se realmente seriam aqueles nomes que elas receberiam. Lembro, achando graça, que em muitos momentos imaginava que elas poderiam “não ter a cara” dos nomes definidos, que precisaríamos escolher outros após seus nascimentos e que a missão escolha do nome recomeçaria.

Não sei como foi com você, mas pra mim essa escolha foi uma das grandes dificuldades das duas gestações. Me angustiava saber que nós (o pai e eu) faríamos uma escolha tão importante por aquelas pessoas, que nós seríamos os responsáveis pela forma como elas se apresentariam oficialmente ao mundo.

Recordo, com carinho, da conversa com uma tia que me disse, na primeira gravidez, pra eu ouvir minha intuição e que através dela a bebê me informaria como gostaria de ser chamada. Sua fala e seu afeto foram tão importantes que até hoje não tenho certeza se foram elas que me informaram ou se fomos nós que escolhemos…

 

mãe e… parques temáticos

Dia desses fui a um parque temático, com minhas filhas, e mais uma vez tive a oportunidade de refletir a respeito de nós, seres humanos, de nossas relações, expectativas e…

Assim que chegamos ao parque postei numa rede social que lá estava e alguns comentários, somados às experiências vividas me inspiraram as seguintes dicas:

Só acompanhe crianças a um desses parques se realmente estiver com vontade e/ou no clima da diversão, quero dizer que se você acha esse tipo de passeio muito chato (e até insuportável!) não vá. Criança nenhuma merece ser punida pela companhia de um adulto mal humorado e sem paciência num empreitada dessas.

Você vai ter que enfrentar filas, isto é fato! Se estiver contrariado, a espera será muito mais custosa para todos que te acompanham e poderá gerar irritação e desentendimentos.

Falando em filas… é fundamental nossas crianças aprenderem a suportar a espera (por mais desagradável que possa ser!), então se seu objetivo é educar seus filhos, sobrinhos, afilhados, amigos, … incentive-os a enfrentar filas, ensine-os a se comportarem nesta situação, explique que é necessário aguardar a sua vez, que faz parte da organização e da diversão, que é importante para a segurança de todos, que…

Segurança é fundamental nesse tipo de passeio!

Siga rigorosamente as regras impostas pelo estabelecimento, a sua integridade só poderá ser garantida se as normas forem acatadas. Sei que muitas vezes pode parecer que não há nenhum risco, porém acredite que as regras tem razão e justificativa, obedeça e aumente as chances  de seu dia terminar bem.

É muito importante, também, conhecer e seguir a recomendação de idade e estarura de cada atividade.

Informe às crianças a respeito dos brinquedos e brincadeiras, isso facilitará o sucesso de seu passeio, explique do que se trata cada atividade antes de começar, assim você diminuirá as chances da criança se assustar e se arrepender de ter aceito o convite.

Lembre-se que para informar alguém de algo é necessário que antes você saiba a respeito e não invente, nem diga o que imagina, pois se sua explicação for incoerente e/ou muito diferente da realidade a cobrança será proporcionalmente maior. Se tiver dúvidas e/ou não souber diga isso a criança, certamente ela confiará mais em você.

A necessidade de hidratação e alimentação de crianças e adultos é muito diferente, não se esqueça disso! Assim como a tolerância ao cansaço e o ritmo também são diversos em cada ser.

Leve roupas sobressalentes… afinal crianças são sempre imprevisíveis e podem se sujar, molhar, melecar… onde e quando menos esperamos. E se levar uma bolsa grande, mochila, use o serviço de armário que costuma existir nesses estabelecimentos, isso te ajudará a ter um passeio mais leve e divertido.

Para alguns essas dicas podem parecer óbvias e desnecessárias, e para outros serão simples teorias impossíveis de praticar, seja qual for a sua impressão, aproveite!

indignação e manifestações

Estamos vivendo um momento marcante na história do nosso país, e como tudo isso vai repercutir no futuro só saberemos lá.

E hoje como a indignação e as manifestações estão presentes em nossas vidas?

Como você está lidando com tudo isso na sua casa? Na sua rotina?

Já contou para seus filhos o que está acontecendo no nosso Brasil?

Aqui em casa o assunto veio à tona a partir de uma vivência. Minha filha mais velha iria para São Paulo visitar a Cidade do Livro e o colégio cancelou a atividade. A justificativa foi que, por causa das manifestações, seria imprudente expor o grupo de crianças de 06 anos aos possíveis riscos, o que faz todo sentido, pelo menos pra mim.

A professora explicou para a turma o que está acontecendo, falou a respeito dos oportunistas que aproveitam a situação para vandalizar e, também, do risco de ficarem “presos” no trânsito (o que para crianças de 6 anos, que vivem no interior, é absurdamente assustador!).

Minha menina ficou frustrada com o cancelamento, afinal esperava tal atividade, porém parece ter compreendido a situação e percebido que a estratégia do colégio é de cuidado e proteção.

Antes disso, não havíamos falado a respeito do tema diretamente com as meninas, elas não acompanham noticiários e provavelmente nem sabiam que esse tipo de manifestação existe, afinal têm quase 5 e 6 anos de idade.

E você, já falou com seus filhos sobre o tema?

Se sim, como foi?

Se não,  já pensou a respeito?

Se seus filhos são pequenos para esse tipo de conversa, como imagina que vai contar no futuro?

 

(ecos) tipos de palpites, pitacos e conselhos

Os três primeiros comentários recebidos em palpites, pitacos e conselhos” me inspiraram a pensar mais a respeito e curiosamente imaginei uma tipologia. 

Eis algumas ideias que surgiram:

Palpite cheio de boas intenções – surge com a melhor das intenções e nem sempre termina bem;

Pitaco tapa na cara – é dado com tanta violência que parece mais uma agressão do que um palpite;

Conselho carinhoso – é proferido com afeto e gentileza, cuida de quem irá recebe-lo e pretende não ofender ou causar mal-estar;

Palpite justificado – aquele que inclui a frase: “só estou te dizendo isso porque…”

Pitaco científico – recheado de informações científicas que muitas vezes não interessam e nem são compreendidas por quem as está recebendo;

Conselho desejado – surge a partir do pedido do outro e por isso, na maioria das vezes, é ouvido e aproveitado com carinho e atenção;

Palpite desculpado – começa com “desculpa falar, mas…” e nem sempre termina bem;

Pitaco google ou spam – cheio de informações colhidas das diferentes fontes digitais e que na maioria das vezes não tem responsabilidade assumida;

Conselho casos de família – traz em si informações e compartilha histórias de família;

Palpite profecia – parece mais uma condenação do que uma sugestão;

Pitaco suicida – aquele que quando a pessoa percebe já “se jogou” de sua boca;

Conselho universal – repleto de histórias universais e atemporais;

Palpite “deveria ser assim…” – fala do mundo ideal e passa longe da vida real;

Pitaco venenoso – aquele do invejoso que é deliberadamente maldoso;

Conselho “no meu tempo…” – dependendo do afeto e das pessoas envolvidas será produtivo ou destrutivo;

Palpite causo da vizinha ou cena de novela – vem recheado de acontecimentos novelescos e muitas vezes inverossímeis;

Pitaco “dai-me paciência!”- aquele que ao ouvir você começa a pedir paciência e contar até dez… ou mil;

Palpite “se comigo deu certo…” – é perigoso quando vem de alguém que esquece de considerar que as pessoas são diferentes e as relações bastante diversas.

Imagino que existam muitos outros tipos e se você tiver alguma sugestão, não se acanhe, palpite sem medo.

Ah! vale lembrar que palpites, pitacos e conselhos são só sugestões e que sempre aproveito da forma como preferir e até jogo fora se achar melhor. E que o fato de saber que posso ignorar o que foi dito, não significa que não me irrite quando alguém chega dizendo, sem mais nem menos, isso ou aquilo a respeito das minhas escolhas e da minha vida.

 

diferentes, apenas diferentes

Fico intrigada quando converso com alguém que ainda acredita que homens e mulheres podem ser melhores ou piores entre si, simplesmente por serem quem são.

Acredito, desde muito jovem, que homens e mulheres são seres bastante diversos em suas formas de estar no mundo, e quando penso nessa diversidade tenho certeza que são apenas diferentes e nada mais, não são melhores ou piores, mais isso ou aquilo, ou ainda, menos tal do que qual.

Acho muito curioso quando encontro pessoas, ditas instruídas e cultas, que tentam me convencer, por exemplo, de que nós mulheres somos melhores ou mais fortes que os homens porque somos capazes de gerar filhos, que só nós mulheres seríamos capazes de suportar uma gestação e que se dependesse dos homens a humanidade já teria sido extinta. Realmente os homens não tem essa competência, é fato! E quem foi que disse que isso os torna menores que nós????

Será que é mesmo mais importante gerar um filho do que ser capaz de amar um ser ao qual você é apresentado e concretamente não tem nenhum vinculo físico, a não ser a informação de que você é parte responsável pela concepção daquele ser.

Fico imaginando qual a mistura de sentimentos e sensações só um homem pode ter quando é apresentado a seu filho, aquele ser que ele idealizou, ou não, que ele aguardou, ou não, e que de repente lhe é apresentado como sendo obra sua.

Sei, conheço, a emoção e a experiência que eu, mãe, vivi quando minhas filhas nasceram, lembro-me da esquisitice de encontrar aquele ser que esteve dentro de mim e com quem me comunicava por pensamentos e palavras e que me respondia com chutes e cutucões, e que agora estava ali na minha frente, e a partir de então começava uma nova relação comigo, com novos códigos de comunicação.

E tenho certeza que a experiência do pai das minhas filhas é muito diversa da minha, afinal antes ele só interagia com aquele ser através de mim e a partir de seu nascimento eles passaram a ter a relação deles independente de mim.

Esta situação e tantas outras que vivemos no dia-dia me dão a certeza de que somos diferentes sim, e nada mais que isso, apenas diversos.