conversa de mãe ou discurso de gestora?

Na sexta-feira, dia 21 de junho, a presidente Dilma Rousseff fez um pronunciamento que pareceu muito mais uma conversa de mãe, com broncas e promessas, do que um discurso de gestora, que se responsabiliza por seus erros e acertos e convida o outro a ser corresponsável na busca por resultados.

 Sei que a presidente não é a única de nós mulheres a agir desta forma. É bastante comum, encontrarmos mulheres gestoras que ao se depararem com situações de tensão e pressão se perdem e confundem os papéis.

 Mãe pode se (des)culpar e (des)culpar o outro por seus atos, pode emocionalizar a conversa, pode se assustar com alguns atos de seu filho e até perguntar: onde foi que você aprendeu essas coisas?

 Quando digo que mãe pode, não estou dizendo que é certo ou errado fazer isso, só estou afirmando que essas ações cabem no papel de mãe, fazem parte desta função, podem sim ser aproveitadas.

 Uma gestora não pode! Gestora não pode emocionalizar, não pode culpar, não pode pessoalizar a conversa. Gestora deve sim, se responsabilizar e chamar o outro para a parceria, deve sim manter a calma e se necessário encerrar a discussão e recomeçar mais tarde, deve saber o que é parte de seu papel e qual a expectativa do outro e do time em relação a suas ações.

Gestora tem que saber que seus liderados são diversos entre si, aprendem de formas diferentes mundo afora, que cada um reage de um modo e que cabe sim ao seu papel a coordenação das diferenças pessoais em busca de resultados conjuntos e de um time coeso e corresponsável. 

Não digo que, no dia a dia, seja fácil diferenciar os papéis, afirmo, sim, que para tornarmos a vida mais simples e possível, devemos ficar atentas e aproveitar o melhor de nós em cada uma das funções.