eu também já fui criança!

 

O dia das crianças está chegando e as redes sociais sendo dominadas por fotos de seus usuários na versão “essa é a criança que fui um dia!”, que inspiram comentários e comparações, principalmente, para aqueles que têm filhos.

Fotos são excelentes para lembrarmos e mostrarmos como fomos, nos vestíamos, do que brincávamos e o quanto mudamos ou não, desde lá.  Com as imagens a comparação fica fácil, visível e incontestável.

Além das fotos, outras formas de apresentarmos a criança que já fomos é contando histórias de nossa infância, falando de nossas preferências, ouvindo músicas, (re)lendo livros, visitando lugares significativos.

Aqui em casa temos o hábito de contar nosso passado para as crianças, falamos sobre primos, amigos, viagens, brincadeiras, (des)prazeres, livros, músicas, animais de estimação, lugares onde moramos, escolas em que estudamos, pessoas que se foram e outras que ficaram.

Não temos receio de contar nossas peraltices e dizer que nós também fazíamos bagunça e levávamos broncas, falamos de nossos medos e das descobertas da coragem, de machucados e cicatrizes, e de várias experiências que as crianças vivem e que muitas vezes esquecem depois que crescem.

Minhas filhas adoram conhecer causos das nossas infâncias, ouvem atentamente os relatos, interrompem quando as dúvidas aparecem e checam se alguma informação fica mal entendida.  

Situações divertidas acontecem quando as levamos para conhecerem lugares significativos e contamos sobre pessoas que fazem parte de nossas histórias. Aalgumas vezes despertamos uma curiosidade tão intensa que depois precisamos de muuuuita paciência para responder todas as perguntas.

Falar de nós, da criança que fomos e da infância que tivemos nos aproxima de nossos filhos, sobrinhos, amigos, vizinhos, … saber que nós, os adultos em quem elas confiam, já passamos por situações parecidas com as suas, faz com que se identifiquem e sintam segurança para arriscar, descobrir e crescer.