o encontro entre minha infância e minhas filhas

Sábado visitamos a exposiçã“Mais de Mil Brinquedos para a Criança Brasileira”, no Sesc Pompéia, e foi simplesmente SENSACIONAL!

Começamos olhando daqui e dali, as meninas pareciam intrigadas, tentando entender o que tantos brinquedos juntos poderiam querer dizer.

Alguns minutos e vários passos depois, tive a impressão de que aquele universo começava a fazer sentido.

Brinquedos inteiros, outros em pedaços, alguns antigos, outros mais atuais, muitos industrializados, outros artesanais, vários em perfeito estado de conservação, alguns bem brincados e até quebrados.

Quando se sentiram à vontade, suas mãos começaram a querer dançar e acariciar tão pequenas peças e grandes brinquedos, orientei que não podiam tocar, mas as mãos pareciam ter vida própria e quando percebíamos já estavam em ação.

Estava ficando preocupada e sem argumentos, quando uma funcionária da exposição veio nos salvar… doce e gentilmente explicou que aqueles brinquedos são emprestados e precisam ser cuidados e devolvidos a seus donos e por isso devemos apenas olhar, sem tocar. Sua fala foi breve, cuidadosa e  esclarecedora para as meninas (e suas mãos!) que imediatamente passaram a se controlar.

Continuamos nosso passeio e a cada novidade e/ou antiguidade mais uma descoberta, bonecas comuns lado a lado com raridades, carrinhos de mil tipos, ferroramas delicadamente cuidados, demonstração da fabricação de brinquedos, pipas, petecas, fogões, panelas, bonecos, robôs, apetrechos, acessórios e muito mais do que poderíamos imaginar.

As crianças pareciam empolgadíssimas com todos aqueles brinquedos organizados cuidadosamente, e os pais (não só nós, muitos pais e mães ali presentes!) simplesmente enlouquecidos, lembrando de suas infâncias, falando de suas experiências, de desejos não realizados, de sonhos adiados, de brinquedos esquecidos e de outros bem aproveitados.

Por alguns instantes me distrai ouvindo aquelas histórias e memórias, que estavam sendo compartilhadas, e observando as crianças conhecendo mais e o melhor de seus adultos.

O grande momento foi quando me deparei com uma boneca “bem-me-quer”. Não me lembrava dela, nem vagamente, mas assim que a vi a memória afetiva surgiu, foi como reencontrar uma amiga de muitos anos, me emocionei, chamei as meninas, mostrei, contei, fotografei, …

Além daquela descobri outras peças significativas e me diverti lembrando e falando de muitas delas.

O passeio foi delicioso e o encontro entre minha infância e minhas filhas aconteceu de forma inesperada e certamente inesquecível.