autonomia capilar

Minhas filhas nasceram cabeludas (bem cabeludas!), as duas.

E desde muito cedo frequentam o salão de beleza para cortar os cabelos.

Por escolha (minha!) mantive seus cabelos curtos o máximo de tempo que consegui.

Ouvi muitas reclamações, queixas e choros, era um tal de “assim eu pareço menino”, “todas as minhas amigas tem cabelo comprido”, “por que você não deixa meu cabelo crescer?” e eu sempre me mantive firme em minha decisão de conserva-las com seus cabelos curtos, por achar muito gracioso, bastante higiênico e prático.

Foi um tal de amigas, vizinhas, parentes e mais um monte de gente me criticar, me chamar de “bruxa desalmada”, me acusar de desperdiçar os lindos cabelos que minhas filhas tem, mas nunca me importei porque sempre soube que eu sou a responsável por essas crianças, por sua higiene e bem estar.

Passados alguns anos de acusações e reclamações, considerei que estava na hora de deixa-las experimentarem o tal do “cabelo comprido” e assim foi, continuamos visitando a cabelereira para garantir franjas aparadas e pontas em ordem, mas com o objetivo de deixar os cabelos crescerem.

Hoje seus cabelos estão mais compridos do que nunca e as meninas estão aprendendo a cuidar deles e de si mesmas.

E apesar de já terem descoberto que não é tão fácil assim mantê-los sempre limpos, em ordem, bem penteados e desembaraçados, tem se dedicado a atividade e buscado cada vez mais sua autonomia capilar.