(in)justiça!

Antonia, de 6 anos, tem brigado por justiça.

Não a justiça do caráter que está em conformidade com os direitos dos humanos e sim a justiça infantil, aquela que espera que o mundo atenda todas as suas exigências, sejam elas quais forem. 

Sempre que alguém a contraria, não atende seus desejos ou lhe nega algum pedido, surgem os brados: “isso é uma injustiça!” e/ou “injusto! Isso é muito injusto!”.

A primeira vez que ouvi uma dessas acusações me assustei, fiquei sem entender, achei muito cedo para minha filha estar falando em justiça, mas logo compreendi que o que ela estava reivindicando era o cumprimento de suas expectativas.