quando não é dia dos pais

O dia dos pais passou, a festa acabou e muitas de nós que nos dedicamos a esta data, presenteamos, agradecemos, homenageamos os pais de nossos filhos, nem nos demos conta de que um dia só é pouco.

Nesta data costumamos bem dizer as qualidades, exaltar as responsabilidades, agradecer a parceria e muitas vezes nem percebemos que em boa parte do tempo reclamamos, queixamos e exigimos que eles sejam mais presentes, que participem mais.

Penso em tantas mulheres queridas que, com a melhor das intenções, afastam o pai do filho, dificultam seus cuidados e simultaneamente cobram e culpam a falta de dedicação.

Infelizmente muitas de nós ainda acreditamos que homens são desajeitados e brutos e por isso não tem condições de cuidar de um filho e, baseadas nessa crença, dificultamos a aproximação e o aprendizado.

O pai terá mais chance de ser participante e atuante se aprender (assim como nós também aprendemos!), se for exposto às esquisitices dos primeiros dias, se tiver a oportunidade de acertar e errar no cotidiano de seu filho e se nós formos capazes de suportar seus erros, auxiliar nas dificuldades e reconhecer seus acertos.

Muitas vezes sentimos um “frio na barriga” ao vermos o pai cuidando de nosso filhote, ficamos lá fiscalizando suas ações, corrigindo seus modos e tentando garantir que saia tudo conforme gostaríamos. Nessas ocasiões é comum esquecermos que o pai está fazendo o seu melhor e que por mais que orientemos o “nosso jeito certo de fazer” ele só será capaz de fazer do seu modo, com a sua competência e que certamente será diferente da nossa, afinal somos seres diversos (lembra!?).