escolas de princesas

Pela manhã,  soube da existência de várias “escolas de princesas” e ainda não sei bem o que penso a respeito, a expressão que melhor me define neste momento é: “estou chocada!”. Com o susto veio a dúvida: será que precisamos desse tipo de escola?

É fundamental ensinarmos para todas as crianças (e não só para as meninas!) solidariedade, ética, generosidade, bons modos, etiqueta, elegância, e… o que me assusta é vincular este aprendizado ao título de princesa.

Qual princesa é essa que prometem?  Será que é a dos contos que fica a espera de um príncipe que a salve das maldades da bruxa? Ou seria aquela que vive num castelo rodeada de súditos que estão à mercê de suas vontades?  Ou ainda, a que está o tempo todo produzida para a foto e disposta a atender as expectativas dos outros?

Seja qual for a princesa prometida, essa ideia me assusta, me preocupa e outras questões me instigam:

Só princesas devem receber esses ensinamentos? E aquelas meninas que não sonham em ser princesas… que não gostam de se maquiar… que preferem o shorts e o tênis ao invés dos longos vestidos… Não há espaço para essas meninas?

A questão é polêmica e certamente existem clientes para este tipo de serviço. Sei que muitas meninas se imaginam princesas e suas mães se acreditam rainhas e, principalmente, que devemos respeita-las.

O que me intriga é que, mais uma vez, nos esquecemos da diversidade, das diferenças individuais e criamos serviços exclusivos para algumas pessoas apenas.

Já imaginou se começam a surgir escolas para príncipes, outras para plebeias, umas para bruxas, outras para feiticeiros, também para fadas madrinhas, e para sapos, e …

Acredito que será muito mais divertido e efetivo se criarmos cada vez mais escolas que suportem receber todos os personagens dos contos juntos, ali, num mesmo ambiente, aprimorando suas preferências, respeitando suas diferenças e aproveitando suas complementariedades.

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