palpites, pitacos e conselhos

 Sou tia de um bebê que nasceu há poucos dias, meu sobrinho, o primeiro, acabou de chegar e já me dei conta de como é desafiante ser tia.

Costumamos pensar e falar da parte divertida, aquela de levar pra passear, fazer bagunça, brincar, e esquecemos dos palpites e dos comentários que só as tias são capazes de verbalizar.

Lembro-me com certo rancor do momento em que uma tia ao conhecer minha primeira filha, com 4 ou 5 dias de vida, antes de dizer qualquer amenidade soltou um : “noooossa! Como essa criança tá amarela!” Até hoje imagino a minha cara… lembro da sensação, da vontade de esconder minha menina de protege-la daquela pessoa que a estava mal dizendo. Sei que sua intenção não era ruim, que imaginava que fazendo aquilo estava protegendo a criança e a mãe inexperiente, ela inclusive se propôs a dar banho de picão branco na minha bebê e é obvio que não deixei!!!

Dias depois outra tia se angustiou ao ouvir a bebê chorar e dizia que só podia ser fome, que eu deveria coloca-la para mamar e quando eu argumentava que a pequena acabará de fazer uma boa mamada e que acreditava ser melhor tentar outras alternativas, me olhava com cara de espanto, beirando o desespero.

Agora a tia sou eu, e preciso confessar que às vezes os palpites chegam até a ponta da língua… na maioria das vezes consigo manter a boca fechada, mas não sei até quando vou resistir.

E você, quais são suas experiências com pitacos, palpites e conselhos?

5 pensamentos em “palpites, pitacos e conselhos

  1. Sempre adorei da-los e qdo virei mae, odiei recebe-los. hahahahaha
    A sorte eh q qdo a minha sobrinha nasceu, eu era tao jovem e moravamos juntos q ao inves de da-lo, exercia-os (folgada total!). Qdo meu sobrinho nasceu, eu jah tava do outro lado do oceano, mas toda x q eu ia visita-lo, acabava soltando uma coisa ou outra e me arrependia depois pq nao havia convivencia nenhuma e nao me sentia nesse direito. E qdo minha filha nasceu, tava longe da maioria dos pitacos, GRACAS A DEUS!!!!! (jah q aqui eh praticamente um isolamento, neh?)
    Hj me seguro mto, mas creio q tudo depende da relacao q as pessoas envolvidas tem… e do jeitinho q se fala, hahahahaha.

  2. Tia Bru, li seus três últimos posts agora e conclui que um completa o outro, te conto como:
    - pitaco de tia que é mãe recente não é pitaco, é conselho! E sendo ela (a tia) super sensata e compreendendo que os pais vão errar mesmo com os melhores conselhos, não há o menor problema nisso. Portanto, não se acanhe e solte o verbo!
    Mas saiba que no meu (nosso) caso o melhor conselho não vem das palavras, mas dos exemplos do dia a dia e isso vc faz muito bem e eu nem preciso pedir!! Rsrsrsrs
    Beijossss

  3. Sou tia a distância … mas estou presente sempre que possível. Muitos palpites realmente vem até a boca e alguns saem, não tem jeito, mas muitos consigo evitar.
    Acho que como tias devemos tomar cuidados com palpites, pitacos e conselhos, mas quando achamos importante acredito que devemos falar, com cuidado, e o mais importante é deixar que a mãe e o pai avaliem e decidam seguir ou não o que foi dito. O que mais incomoda (agora falando como mãe) é quando é dado quase uma ordem pelo outro … daí fica complicado …
    Mas o mais gostoso é quando o irmão liga pedindo palpites, pitacos e conselhos … Daí é a glória!!
    Beijos

  4. Bruna querida, como seriamos menos angustiadas, inseguras se ouvíssemos mais historias.
    Parece que algumas coisas são universais, vivem em todos os endereços.
    É como o ar que respiramos, parece ser da espécie, algo que vem no DNA.
    Se tenho essas vivências, eu diria várias delas.
    Agora estou vivendo ser Tia avó e faço um exercício danado pra não dar pitaco, as vezes consigo outras não do conta. E aí vai uma recente, saindo do forno. Agora os pequenos para dormir são colocados de barriga pra cima, no meu “tempo” que nem tão distante assim está, se colocava de lado… Eu quando coloquei meu sobrinho neto na cama ouvi…”a Bisa vai adorar tia”…você colocando de lado, juro que senti um frio na barriga, e fui logo falando do meu tempo e colocando o pequeno de barriga pra cima …como é danado não ser metida, não ter ou ter que cuidar do que dizer, como dizer!!!
    Faço um esforço danado, vejo quando “outras” falam e ela faz varias caras, expressões que reconheço, e ao mesmo tempo penso…como dar conta, como cuidar?
    Lembrei daquele filme colcha de retalhos…e talvez tenha que ver de novo.
    Bom reviver, saber que podemos compartilhar
    Beijo

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